Infiltração no joelho com PRP e ácido hialurônico em São Paulo

Infiltração no Joelho com PRP e Ácido Hialurônico

A infiltração no joelho com PRP e ácido hialurônico entrou definitivamente no centro do debate da ortopedia mundial em 2026. No maior congresso anual da especialidade nos Estados Unidos, o AAOS 2026, realizado em março em New Orleans, ortobiológicos e preservação articular foram apontados como as principais tendências globais. Aqui no Brasil, o 20º Congresso Brasileiro de Cirurgia do Joelho, realizado em Campinas em abril de 2026 com o tema "A Nova Era da Cirurgia do Joelho", trouxe o mesmo foco: tratar mais, cortar menos. Para quem convive com dor no joelho e quer entender o que existe de mais moderno antes de cogitar qualquer procedimento cirúrgico, este artigo explica tudo de forma direta.

O QUE É INFILTRAÇÃO NO JOELHO?

Infiltração articular é a aplicação de uma substância diretamente dentro da articulação do joelho, por meio de uma agulha fina, geralmente guiada por ultrassom. O procedimento é realizado em consultório, com anestesia local, e dura poucos minutos. O paciente vai embora andando.

O objetivo varia conforme a substância utilizada: reduzir a inflamação, repor o lubrificante natural da articulação, ou estimular a regeneração do tecido danificado. Nas últimas décadas, o arsenal disponível cresceu de forma expressiva, e hoje o ortopedista pode escolher entre corticosteroides, ácido hialurônico, PRP e combinações entre eles, conforme o perfil de cada paciente.

Uma frase que circula entre os especialistas americanos desde 2012 resume bem o momento: "estamos trocando cirurgias por infiltrações." Na época, a plateia riu. Em 2026, é realidade clínica consolidada.

ÁCIDO HIALURÔNICO: O LUBRIFICANTE DA ARTICULAÇÃO

O líquido sinovial, presente em toda articulação saudável, é rico em ácido hialurônico. Ele funciona como um amortecedor e lubrificante: permite que as superfícies cartilaginosas deslizem com mínimo atrito durante o movimento. Com a artrose, a produção e a viscosidade desse líquido diminuem progressivamente, o que aumenta o atrito, acelera o desgaste da cartilagem e intensifica a dor.

A viscosuplementação, nome técnico da infiltração com ácido hialurônico, repõe artificialmente essa substância no joelho. O protocolo mais comum envolve de 3 a 5 aplicações semanais, dependendo da concentração do produto utilizado. Os resultados tendem a se consolidar entre a 4ª e a 8ª semana após o início do tratamento, com alívio da dor e melhora da mobilidade que pode durar de 6 a 12 meses.

Metanálises publicadas em revistas indexadas, como o Journal of Bone and Joint Surgery, mostram que a viscosuplementação é eficaz especialmente nos estágios iniciais e intermediários da artrose do joelho, com perfil de segurança superior ao dos corticosteroides em uso prolongado.

PRP: A MEDICINA REGENERATIVA NO JOELHO

O PRP, sigla para plasma rico em plaquetas, representa um passo além na lógica do tratamento conservador. O procedimento começa com uma coleta de sangue do próprio paciente, que passa por centrifugação para separar e concentrar as plaquetas. O resultado é uma solução com concentração de plaquetas 3 a 5 vezes maior que a do sangue circulante, repleta de fatores de crescimento que estimulam a regeneração tecidual e o controle da inflamação.

Quando injetado dentro do joelho, o PRP cria um ambiente biológico favorável à recuperação da cartilagem, da sinóvia e de estruturas como o menisco e os ligamentos. Uma revisão de 18 ensaios clínicos randomizados com 1.608 pacientes mostrou que o PRP produziu melhora média de 44,7% nos escores de dor e função, contra 12,6% com ácido hialurônico, uma diferença estatisticamente significativa.

As principais indicações para PRP no joelho são artrose, condromalácia patelar, lesões de cartilagem, tendinite patelar e suporte à cicatrização de lesões meniscais. O protocolo habitual é de 1 a 3 aplicações com intervalo de 2 a 4 semanas entre elas.

ULTRASSOM: A TECNOLOGIA QUE MUDA O PROCEDIMENTO

Uma das maiores mudanças na prática das infiltrações articulares nos últimos anos foi a incorporação do ultrassom como guia em tempo real. O médico acompanha a agulha na tela enquanto realiza o procedimento, vendo exatamente onde o produto está sendo depositado. O paciente pode acompanhar no mesmo monitor.

A diferença em relação à infiltração às cegas, feita por referências anatômicas externas, é significativa: estudos americanos documentam que a infiltração guiada por ultrassom aumenta a precisão, reduz o desconforto e melhora a aderência ao tratamento. Um detalhe que faz diferença na prática: o paciente pode acompanhar o procedimento no monitor ao lado, e o vídeo pode ser enviado por WhatsApp logo depois. Ver o que foi feito, de forma clara, aumenta a confiança e o comprometimento com o protocolo de recuperação. Em casos de artrose ou lesões de cartilagem com anatomia alterada, a visualização direta deixa de ser refinamento e passa a ser necessidade.

O ultrassom também permite fazer algo que a ressonância magnética não consegue: avaliar o joelho em movimento. Enquanto a ressonância registra uma imagem estática com o paciente parado, o ultrassom dinâmico mostra tendões, cartilagem e estruturas funcionando durante a rotação, a flexão e a extensão. Essa informação adicional orienta a decisão clínica de forma que nenhum outro exame oferece.

QUANDO A INFILTRAÇÃO É INDICADA

A indicação depende do diagnóstico, do grau da lesão e da resposta ao tratamento conservador prévio. De forma geral, a infiltração no joelho é considerada quando o paciente tem artrose de grau leve a moderado, condromalácia patelar com impacto relevante na qualidade de vida, tendinite patelar resistente a fisioterapia, ou lesão parcial de cartilagem sem indicação cirúrgica absoluta.

Pacientes que já realizaram fisioterapia com resposta parcial, que não toleram anti-inflamatórios por via oral, ou que querem adiar ou evitar uma cirurgia são candidatos naturais à avaliação. A decisão final é sempre clínica: o ortopedista avalia a história, o exame físico e os exames de imagem antes de indicar o procedimento e definir qual substância usar.

A artrose do joelho responde bem ao tratamento com ácido hialurônico nos estágios iniciais e ao PRP quando há componente inflamatório ou lesão de cartilagem associada. Já a condromalácia patelar pode se beneficiar dos dois, com protocolo definido conforme a gravidade do caso.

INFILTRAÇÃO NO JOELHO PODE EVITAR A CIRURGIA?

Em muitos casos, sim. O conceito de zona cinzenta, usado pelos ortopedistas para descrever pacientes que não têm indicação cirúrgica absoluta mas também não respondem suficientemente ao tratamento clínico básico, é exatamente onde as infiltrações com ortobiológicos têm maior impacto. Nessa faixa, conseguir evitar a cirurgia é um resultado concreto, com efeito direto na qualidade de vida e na recuperação funcional do paciente.

A cirurgia continua sendo o caminho em casos de ruptura completa de ligamentos, lesões meniscais com sintomas mecânicos, ou artrose avançada com indicação de artroplastia. O que mudou é que a fronteira entre tratamento conservador e cirúrgico se ampliou. Hoje, um paciente que há dez anos teria ido direto para a mesa cirúrgica tem a possibilidade de ganhar anos de função e qualidade de vida com infiltrações bem indicadas.

Como disse o Dr. Sérgio Rovinski, ortopedista especialista com mais de 20 anos de experiência e mais de 2.000 procedimentos realizados: "o bom médico tenta tirar o paciente da faca tudo que der." Ortopedia é qualidade de vida. Viver com dor não é normal, e nem sempre resolver a dor exige bisturi.

COMO É REALIZADO O PROCEDIMENTO NA SUORT

Na SUORT Clínica Integrada, em Perdizes, São Paulo, as infiltrações no joelho são realizadas com avaliação clínica prévia, definição da substância mais adequada para o caso e, quando indicado, guiamento por ultrassom. O procedimento é ambulatorial: o paciente chega, realiza a aplicação e retorna às atividades em horas.

A clínica aceita mais de 50 convênios e atende pacientes de Perdizes, Higienópolis, Pompeia, Vila Madalena, Pinheiros, Lapa, Barra Funda, Santa Cecília e Sumaré, além de pacientes encaminhados de outros estados para avaliação especializada. O agendamento pode ser feito pelo WhatsApp (11) 97157-4944 ou pelo telefone (11) 3868-5566.

Consultório do Dr. Sérgio Rovinski, ortopedista em Perdizes, São Paulo

PERGUNTAS FREQUENTES

A infiltração no joelho dói?
O procedimento é feito com anestesia local. A maioria dos pacientes sente apenas um leve desconforto no momento da aplicação, que passa em segundos. Com o ultrassom guiando a agulha, a precisão aumenta e o desconforto é ainda menor.

Quanto tempo dura o efeito da infiltração no joelho?
Com ácido hialurônico, os resultados costumam durar de 6 a 12 meses. Com PRP, o efeito tende a ser mais prolongado, pois o mecanismo de ação envolve regeneração tecidual. A durabilidade varia conforme o grau da lesão e o estilo de vida do paciente.

Quantas infiltrações posso fazer no joelho?
Não há um limite fixo, mas a repetição deve sempre ser avaliada pelo ortopedista. Corticosteroides em excesso podem acelerar o desgaste articular. Ácido hialurônico e PRP têm perfil mais seguro para repetição, com intervalos adequados entre os ciclos.

A infiltração tem cobertura pelo convênio?
Depende do plano e da substância. A SUORT trabalha com mais de 50 convênios em Perdizes. Entre em contato pelo WhatsApp (11) 97157-4944 para verificar a cobertura do seu plano antes de agendar.

Posso fazer fisioterapia junto com a infiltração?
Sim, e a combinação costuma potencializar os resultados. A fisioterapia do joelho fortalece a musculatura periarticular e melhora a biomecânica, o que prolonga o efeito da infiltração e reduz o risco de recorrência da dor.

Agende sua avaliação na SUORT Clínica Integrada

Rua Cayowaá, 2066, Perdizes, São Paulo. Atendemos pacientes de Perdizes, Higienópolis, Pompeia, Pinheiros, Vila Madalena, Lapa, Barra Funda, Sumaré e Santa Cecília.

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